Pastor Jessimiel Santos

Ministério Pr. Jessimiel Santos

Compreendendo a Ansiedade

Publicado por Jessimiel Santos março - 11 - 2010 - quinta-feira

A ansiedade

Ansiedade é o nome que damos para a emoção que se segue à percepção de que estamos sob ameaça e que, portanto, devemos fugir ou nos esquivarmos do “perigo iminente”. Portanto, a ansiedade possui valor de adaptação para o ser humano.

Nossas emoções podem sofrer alterações e se desregularem como qualquer outra função do organismo. Quando isso ocorre, a ansiedade, ao invés de propiciar adaptação, estabelece riscos sociais à pessoa, impedindo-a de perceber perigos reais que a ameaçam ou levando-a a ferir regras sociais. Ao ficarmos presos à ansiedade, vemo-nos prejudicados no desempenho de tarefas em que se requerem raciocínio lógico, concentração e decisões rápidas.



Reações da ansiedade excessiva

Como dissemos, a ansiedade é uma sensação de apreensão quanto a algum perigo futuro não bem-delineado e que tem, como função, a sobrevivência. Ela pode se manifestar de 4 maneiras: pela fuga, pela imobilidade, pela agressão (defesa agressiva) e pela submissão.





1. Fuga

Normalmente associada à emoção conhecida como "medo", é a reação típica mais freqüente. Ela pode ser ativa, quando o indivíduo evita uma situação presente que lhe causa aversão. Pode também ser passiva, que é quando evitamos qualquer coisa que tenha sido associada à antigas punições. As fobias podem servir como exemplo nesses casos.



2. Imobilidade

Se a fuga pela ação não é possível, então fugimos pela omissão. Nesse caso, aparece o desmaio (com bradicardia e queda de temperatura corporal, que são associadas à palavra "negação"). Quando o perigo é iminente e incontrolável, súbito e potencialmente letal, o organismo pode desenvolver tal tipo de fuga. Há registro de mortes por parada respiratória ou cardíaca ("morte de susto") e de outros casos em que o indivíduo desenvolve paralisias funcionais parciais ou gerais.



3. Defesa agressiva x agressão

Ambas as situações são formas de fuga à ansiedade (ou ao estímulo) que o desencadeou. Na defesa agressiva, o indivíduo "blefa" com uma postura corporal agressiva contra atacantes potencialmente perigosos. É uma atitude de "risco", que os animais tomam apenas em situações extremas como, por exemplo: quando uma fêmea de coelho defende os filhotes contra uma raposa, ela apresenta uma postura de coluna vertebral arqueada, o que faz seu tamanho aparentar ser bem maior . Aparece também entre animais da mesma espécie, quando, por exemplo, uma mãe defende o filho contra o pai que o ameaça, colocando-se à sua frente e alargando seu tórax de modo a "esconder a cria" atrás de si. Nós, seres humanos, primatas superiores, herdamos o contato visual direto como uma forma de comunicar superioridade e gerar ansiedade social nos membros mais inseguros ou inexperientes.

Já a agressão ocorre em última instância. É sabido que os animais ditos "inferiores" só agridem quando não têm outra forma de fugir do ataque a que se julgam ou estão submetidos. Um leão só atacará se doente ou com muita fome e, mesmo assim, dificilmente o fará sobre uma fêmea prenhe ou que esteja amamentando.

As agressões no homem são mais freqüentes que nos demais animais. As "defesas agressivas" verbais e posturais logo se caracterizam em ataques verbais ou corporais, que levam à imobilização do oponente.



4. Sumissão

Há várias situações em que vemos o ser humano usando de estratégias "diplomáticas" que "desarmam" o seu agressor. É preciso diferenciar dois tipos de submissão: a real e a estratégica.

Na real, o indivíduo deixa de lutar e se crê realmente um perdedor. Desiste. Deprime-se. Na estratégica, o organismo avalia suas chances, analisa a situação, observa seu opressor e tenta descobrir maneiras de conhecê-lo melhor. Para isso ele precisa de tempo e ganha esse tempo tornando-se aparentemente submisso.

Com a falsa submissão, o indivíduo anteriormente colocado em situação inferior ganha tempo, alivia sua ansiedade , "estuda" o contexto e tenta resolver a ocasião conflitante geradora de ansiedade.

A ansiedade excessiva nos faz tensos, confusos, sem perspectivas. Ela pode variar grau de aversão: de leve, até o mais intenso. Há sinais que podem nos indicar se estamos estressados. Porém, se um indivíduo já provou sensações associadas a tais emoções, os sintomas da ansiedade podem se generalizar de tal forma que vêm a ser extremamente desagradáveis e criadores de falta de adaptação; isso pode explicar que as pessoas se auto-administrem doses de medicamentos para aliviar essas emoções que lhes fazem perder o controle da própria existência.”



Nosso potencial ansioso sempre se manteve fisiologicamente presente e sempre carregando consigo o sentimento do medo, sua sombra inseparável. É muito difícil dizer se era diferente o estresse (esta revolução orgânica e psíquica) que acometia o homem das cavernas diante de um urso invasor de sua morada daquilo que sente hoje um cidadão comum diante do assaltante que invade seu lar. Provavelmente não. Faz parte da natureza humana certos sentimentos determinados pelo perigo, pela ameaça, pelo desconhecido e pela perspectiva de sofrimento.

A Ansiedade passou a ser objeto de distúrbios quando o ser humano colocou-a não a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes, mas a serviço de sua existência, com o amplo leque de circunstâncias quantitativas e qualitativas desta existência . Assim, o estresse passou a ser o representante emocional da Ansiedade, sua correspondência psíquica determinada. O fato de um evento ser percebido como estressante não depende apenas da natureza do mesmo, como acontece no mundo animal, mas do significado atribuído à este evento pela pessoa, de seus recursos, de suas defesas e de seus mecanismos de enfrentamento. Isso tudo diz respeito mais à personalidade que aos eventos do destino em si.

No ser humano o conflito parece ser essencial ao desenvolvimento da Ansiedade. Em nosso cotidiano, sem termos plena consciência, experimentamos um sem-número de pequenos conflitos, interpessoais ou intrapsíquicos; as tensões entre ir e não ir, fazer e não fazer, querer e não poder, dever e não querer, poder e não dever, a assim por diante. Portanto, motivação fisiológica para o aparecimento da Ansiedade existe de sobra em cada um de nós.

A Ansiedade pode se manifestar em três níveis:

– neuroendócrino,

– visceral

– e de consciência.





O nível neuroendócrino diz respeito aos efeitos da adrenalina, noradrenalina, glucagon, hormônio anti-diurético e cortizona. No plano visceral a Ansiedade corre por conta do Sistema Nervoso Autônomo (SNA), o qual reage se excitando (sistema simpáticoto) na reação de alarme ou relaxando (sistema vagal) nas fase de esgotamento. Na consciência a Ansiedade se manifesta por dois sentimentos desagradáveis: 1- através da consciência das sensações fisiológicas de sudorese, palpitação, inquietação, etc. e; 2- através da consciência de estar nervoso ou amedrontado.

Os padrões individuais de Ansiedade variam amplamente. Alguns pacientes têm sintomas cardiovasculares, tais como palpitações, sudorese ou opressão no peito, outros manifestam sintomas gastrointestinais como náuseas, vômito, diarréia ou vazio no estômago, outros ainda apresentam mal-estar respiratório ou predomínio de tensão muscular exagerada, do tipo espasmo, torcicolo e lombalgia. Enfim, os sintomas físicos e viscerais variam de pessoa para pessoa. Psicologicamente a Ansiedade pode monopolizar as atividades psíquicas e comprometer, desde a atenção e memória, até a interpretação fiel da realidade.

Assim sendo, considerando a nossa necessidade fisiológica de nos adaptarmos às diversas circunstâncias através da Ansiedade, falamos em Ansiedade Normal. Por outro lado, falamos também da Ansiedade Patológica como uma forma de resposta inadequada, em intensidade e duração, à solicitações de adaptação. Um determinado estímulo (interno ou externo) funcionando como uma convocação de alarme continuamente, por exemplo, pode favorecer o surgimento da Ansiedade Patológica.

Se em outros tempos o ser humano manifestava a sua Ansiedade de maneira muito próxima à um medo especificamente dirigido a um objeto ou situação específicos e delimitados no tempo (animal feroz, tempestade, guerra, etc.), hoje a maioria dos estímulos desencadeadores desta emoção são inespecíficos (insucesso, insegurança social, competitividade profissional, frustração amorosa, política ou religiosa, violência urbana, constrangimento ético, etc.); o ser humano moderno coloca-se em posição de alarme diante de um inimigo abstratos e impalpável.

Os pacientes ansiosos tendem a ter um tônus simpático aumentado, respondendo emocionalmente de forma excessiva aos estímulos ambientais e demorando mais a adaptar-se às alterações do Sistema Nervoso Autônomo. A Ansiedade tem uma ocorrência duas vezes maior no sexo feminino e se estima que até 5% da população geral tenha um distúrbio generalizado de Ansiedade. As teorias psicossociais sobre a gênese da Ansiedade são exaustivamente estudadas, não só pela medicina como também pela psicologia, pela sociologia, pela antropologia e pela filosofia.

| Clique aqui | para entender a diferença entre "medo" e "fobia".

 

 

Compreendendo a Ansiedade – Parte I

 

O que é ansiedade ?



Texto básico: Lc. 12. 15-22, Fl. 4. 6,7

Introdução:

Precisamos entender bem o que é a ansiedade porque precisamos vigiar nossa alma o tempo inteiro contra ela pois, a ansiedade sempre mina nossa fé, e nos faz parar de pensar como Deus pensa e duvidar do caráter de Deus.

1. porque é importante pensar como Deus pensa; ou seja olhar a vida como Deus olha?

2. porque é importante não duvidar do caráter de Deus?

3. dê um exemplo de alguém duvidando do caráter de Deus por causa da ansiedade.

O que é a ansiedade?

4. pense na parábola do texto básico e diga o que é ansiedade. (necessidade obsessiva de alcançar um objetivo, junto com um forte medo de não conseguir alcança-lo; por isso ansiedade não gosta de esperar. A ansiedade está baseada principalmente no sentimento de medo)

5. qual o percentual de crentes hoje que sofrem na vida espiritual por causa da ansiedade?

6. o principal personagem desta parábola estava cheio de ansiedade; do que ele tinha medo?

7. você já se sentiu assim, como foi?

A ansiedade nos faz confiar só em nós mesmos.

8. veja: Lc. 12. 17-19; quantos verbos são conjugados em primeira pessoa (pronunciados por "eu")

9. o que podemos aprender sobre a ansiedade com todos esses "eus" do texto? (que a ansiedade é sempre incrédula e só acredita em si para resolver os problemas)

10. o que aprendemos sobre a ansiedade em Lc. 12. 20, 21? (que tudo que conseguirmos baseados em nossa ansiedade e não em nossa confiança em Deus; certamente nos trará frustração).

A ansiedade nos rouba a paz.

11. Veja Fl. 4. 6,7; o que o texto diz que acontecerá quando a ansiedade for vencida? (a paz de Deus que excede todo entendimento guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus)

12. você já experimentou esta paz de quando a ansiedade vai embora? Como foi?

Conclusão

Agora conhecendo bem o que é ansiedade e sabendo o quanto ela é prejudicial para nossa vida, podemos sempre reconhecer quando estamos ansiosos e nos lembrar que foi o Espírito santo quem disse: "Não andeis ansiosos por coisa alguma antes porém sejam conhecidas diante de Deus as vossas necessidades pela oração e pela suplica com ação de graças. E a paz de Deus que excede todo entendimento guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus." Fl. 4. 6,7.

 

Compreendendo a Ansiedade – Parte II

Texto básico: Mt. 6. 25-34.

Introdução:

Neste texto Jesus está nos dando vários motivos para não ficarmos ansiosos; se conseguirmos entendermos os motivos que Jesus está nos dando, teremos muito mais forças para exercer domínio sobre nossas emoções e não deixar a ansiedade nos controlar.

1. você acha possível controlar a ansiedade que sente?

2. já esteve em alguma situação em que conseguiu controlar sua ansiedade?

Jesus nos dá Motivos para vencer a ansiedade

3. Leia o v.25; que motivo ele nos dá para não ficarmos ansiosos? (é muito mais difícil formar o corpo humano do que arranjar roupas para este corpo; é muito mais difícil criar a vida do que conseguir o alimento que sustenta a vida; se Deus faz aquilo que é mais difícil, porque não faria o mais fácil)

4. Leia o v. 26; 28-30; que motivo você vê neste texto para não ficar ansioso? (nós os seres humanos temos muito mais valor para Deus do que o restante da criação e ele tem feito as coisas funcionarem para o restante da criação certamente também fará isto por nós)

5. Você consegue perceber Deus agindo nos “mistérios” da natureza ou acha que é obra do acaso?

6. Cite algum dos mistérios da natureza que nos impressionam por serem “coisa de Deus”. (ex. o instinto dos animais em “saber” como cuidar dos filhotes ou para onde migrar)

7. Leia o vers. 27; que motivo você vê neste texto para não ficar ansioso? (a ansiedade não resolve nada; ninguém vive mais ou vive melhor por estar ansioso. Muito pelo contrário).

8. Você se lembra de uma situação em que sua ansiedade te atrapalhou de resolver algo?

9. leia os vers. 31,32; que motivo você vê neste texto para não ficar ansioso? (não devemos nos comportar como os gentios que não conhecem o pai celestial que me ama e conhece meus problemas)

10. você concorda que quem conhece o pai celestial não tem motivos para ficar ansioso?

11. leia o vers. 34; que motivo você vê neste texto para não ficar ansioso? (porque sou limitado e não posso resolver os problemas que só serão problemas amanhã; minha ansiedade não resolve os problemas que ainda vão aparecer)

Jesus nos dá um estilo de vida contra a ansiedade.

12. leia o vers. 33; para não ficarmos ansiosos, Jesus nos diz que devemos buscar o reino de Deus em primeiro lugar. O significa isso para você?

13. Jesus diz que todas as coisas serão acrescentadas. O que significa isso para você?

14. Você acredita nisso?

Conclusão:

Nós temos motivos de sobra para resolvermos não nos entregarmos a ansiedade; mas ainda podemos preferir ouvir nossas emoções e as circunstancias do ouvir a palavra do senhor Jesus. Devemos nos lembrar sempre que quando resolvemos nos entregar a ansiedade, nós e que pagaremos o maior preço em todos os sentidos.

 

Compreendendo a Ansiedade – Parte III

Texto básico: Fl. 4. 6-9; Mt. 7. 9-11.     

Sete passos para vencer a ansiedade

Introdução:

A ansiedade é uma praga emocional tão seria que em vários momentos das escrituras ela é combatida. Neste estudo meditaremos em vários textos para achar os passos que Deus nos deixou escrito na bíblia a fim de sermos vitoriosas contra a ansiedade.

Passo 1: desabafar a ansiedade com alguém de confiança. Tg.5. 16, Ec. 4.9-12

  1. O que os versículos falam sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Passo 2: entender o caráter do pai. Mt. 7.9-11.

  1. O que os versículos falam sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Passo 3: entender a fidelidade da palavra de Deus. Jr. 1.12; Is. 55.10,11

  1. O que os versículos falam sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Passo 4: decidir não ficar ansioso. Mt. 6.24; Fl. 4.6; 1Pe. 5.7

  1. O que os versículos falam sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Passo 5: apresentar os problemas a Deus em oração objetiva, agradecendo pela fé. Fl. 4. 6.

  1. O que o versículo fala sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Obs. Há situações mais sérias em que será necessário praticar num grupo a oração da concordância. Mt. 18. 19-20.

  1. você já precisou da oração da concordância? Como foi?

Passo 6: receber a paz sobrenatural de Deus em nós pela fé. Fl. 4.7; Jo. 14.27.

  1. O que os versículos falam sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Passo 7: vigiar o coração (mente e emoções) para não ficar preso a pensamentos negativos. Fl. 4. 8

  1. O que os versículos falam sobre esse passo?
  2. no quê esse passo nos ajuda a vencer a ansiedade?

Conclusão:

A ansiedade pode ser vencida se nós realmente estivermos dispostos a vence-la e a manter nossas emoções sob vigilância o tempo todo. Talvez a coisa mais importante para vencermos a ansiedade seja nos lembrarmos que quem perde se vencermos a ansiedade é quem fica ansioso por causa do peso que tem de carregar.

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